POEMA DA ETERNA REFLEXÃO. OU NÃO.
Esse poema já era
poema,
antes de eu sonhar
em ser poeta.
Já existia vagamente,
quando o longínquo
cometa cruzou o
céu.
Já pairava no
inexistente e sólido
universo dos loucos,
quando o nada existiu,
pronto para ser
feito.
E enquanto devaneava
o poema pensou
muito sobre o que
falaria, através
das pobres mãos do canalizador.
Por todo o tempo de
Alexandre, pensou em
falar sobre guerras e heróis,
que corriam para conquistar o mundo,
mas sucumbiam
ao leviano amor.
Durante o envolvente
romance de Julieta e
Romeu , quis gritar
(desesperadamente)
sobre amor.
E sobre amar
clamou
e chorou
e com os dois
valsou e
se matou.
Foi enfim
que percebeu que assuntos
são nulos.
Poemas não podem ter nexo,
ou podem
são livres para rimar,
ou não,
mas o que decide se será bom,
talvez,
é a beleza com que escorrega
pela fronte (mente) do
poeta, e se transfigura em uma
graciosa poesia.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
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